“Uns têm cavalo e cavaleiro e outros nem burrito têm…”

“Uns têm cavalo e cavaleiro e outros nem um burrito têm…” - Foi com esta expressão de origem popular que, recentemente e em sede de reunião camarária, foi uma vez mais lamentada a falta de condições para deslocações dos quatro vereadores eleitos pelo Movimento Independente “Sintrenses com Marco Almeida”, no estrito cumprimento das suas funções autárquicas.

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Reportavam-se à dificuldade sentida por não lhes ter sido atribuída viatura, obrigando a que de cada vez que dela carecem tenha que ser requerida ao gabinete da Presidência, o que faz toda a diferença, porquanto implica antecedência na formulação do pedido e compatibilização com o horário do motorista afectado para o efeito, impossibilitando ainda dar resposta automática a uma necessidade que surja.

Pouco condizente com aquilo que seria expectável, se tivermos em conta que faz exactamente amanhã 2 anos, os resultados das eleições autárquicas deram o 2º lugar a este Movimento Independente, ficando a uma distância duns meros 1.700 votos de diferença do vencedor - e por isso elegendo o mesmo número de vereadores - e tendo a confiança que lhe foi reconhecida sido sufragada por mais de 31.000 sintrenses.

E se a surpreendente não atribuição de pelouros fazia adivinhar falta de princípios democráticos e prenunciava dificuldades duma convivência que se desejaria plural, o que vem sendo experienciado é suficientemente revelador duma clara estratégia de não integração, de desvalorização do contributo que cada um dos eleitos poderia dar e de falta de respeito por quem acreditou no nosso projecto e nos mandatou para os representar.

Dois anos teriam dado tempo para corrigir o passo se assim fosse pretendido, ainda para mais porque vamos tendo oportunidade de “acusar o toque” sempre que estes atropelos se verificam, com a exclusão das Presidências Abertas a representar um expoente alto ou quando elas se concretizam nas freguesias eleitas pelo Movimento a raiar mesmo o caricato.

A impossibilidade na passada semana de cumprir com a anunciada presença na inauguração das instalações da Universidade Sénior de Massamá e Monte-Abraão, pela trivial razão de não haver disponibilidade de viatura, foi a pedra de toque para esta iniciativa, que mais não pretende, numa lógica de transparência, que dar a conhecer aos munícipes porventura menos atentos, como se vive “neste reino”.

Não reclamamos mordomias mas apenas um tratamento em pé de igualdade!

Reportagem TV Saloia - 28 de Setembro de 2015:

Reportagem SIC - 29 de Setembro de 2015:

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