Publicação sem direito a opinião

O anúncio pelo Sr. Presidente em sede da sessão da Assembleia Municipal do passado dia 12 de Novembro, de que iria ser editada uma publicação sobre a atividade municipal destes dois anos do atual mandato, motivou o nosso requerimento para que nos fosse reservada a oportunidade de participação, na linha, aliás, daquilo que vem sendo uma prática dos anteriores Executivos há mais de 20 anos.

A resposta sobre a impossibilidade de tal se concretizar invocando que "(...) a referida brochura resulta da informação dos serviços da câmara municipal de Sintra e já se encontra fase final de impressão sendo por isso impossível qualquer alteração no seu conteúdo", parece encaixar na perfeição na expressão popular "uma desculpa de mau pagador".

É que o problema reside não tanto no agora, para que o teor da resposta parece remeter, mas no antes, já que não foi atempadamente assumida essa possibilidade, nem formulada a proposta para tal se efetivar.

Sejamos, pois, claros, não fomos nós que o requeremos fora do tempo, foi o Presidente que não o fez dentro do tempo e dentro daquilo que seria uma evidência democrática.

Mas quanto a isso e às provas provadas de falta de pluralismo relativamente a forças com assento na Assembleia Municipal, elas têm sido dadas bastas vezes. Nada que nos deva, pois, surpreender!

Uma última nota para a dúvida que se instala relativamente a esta opção editorial em observância ao que o Presidente vai propalando em matéria de racionalização das despesas. Constituirá esta iniciativa uma prioridade e não contrariará os seus argumentos de que o dinheiro deve ser bem gasto, ainda para mais refletindo apenas a visão de uma das partes?

Aquilo que é feito e onde é feito é vivido pelos munícipes e por eles percecionado no dia a dia e são as melhorias sentidas na sua qualidade de vida que dão o retrato mais fidedigno.

Ou será sobretudo o défice de investimento nessas melhorias que ditam neste caso que se emoldure o (pouco) que foi feito?

 

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