Mensagem de José Ribeiro e Castro

Não podendo estar presente por razões profissionais no almoço comemorativo do nosso 3º aniversário, José Ribeiro e Castro enviou-nos uma mensagem, que aqui partilhamos.

A experiência do Movimento Sintrenses com Marco Almeida é, ao mesmo tempo, uma demonstração do que está errado e do que está certo.

Uma demonstração do que está errado, porque revela o sectarismo e a manipulação do aparelhismo partidário que afastou a candidatura natural de Marco Almeida para liderar a Câmara Municipal de Sintra que tão bem servira, como Vice-Presidente, durante três mandatos consecutivos. E uma demonstração também do que está certo, porque este Movimento corporizou – e corporiza – o inconformismo da cidadania contra a usurpação da democracia
pelos proprietários dos aparelhos e seus manobradores.

Sabemos que, em 2013, partindo de condições muito difíceis, Marco Almeida não foi eleito Presidente da Câmara Municipal por um triz. Não tinha mais nada senão o seu passado de serviço público por Sintra e pelos sintrenses, junto com o apoio generoso e aberto, inconformado, de muitos cidadãos deste concelho. Ao modo de David diante de Golias, competia com partidos poderosos, gordos das suas máquinas, sobranceiros na sua prosápia. Na hora de
contar os votos, estes tiveram que embrulhar a sobranceria e arquivar a prosápia, chegando-se ao cúmulo da vergonha de o notável candidato que levara a preterir a escolha natural do concelho nem ter chegado sequer a tomar posse.

De novo se viu, aí, como o Movimento Sintrenses com Marco Almeida é o sinal do errado e do certo. Por um lado, é a consequência e a resposta ao facto de o funcionamento dos partidos estar podre. Por outro lado, constitui a alavanca de esperança que brota directamente da cidadania. É graças a Marco Almeida e a este Movimento que não ficámos confinados a medíocres. Marco Almeida é, na verdade, a réstea de esperança para os sintrenses.

Ninguém tem dúvidas de que, tivesse Marco Almeida sido apresentado como o candidato natural da área política em que se integrava, esta teria de novo ganho as eleições locais e alargado a sua base de apoio, graças ao prestígio, credibilidade e implantação social do candidato. E, agora, quando os patrões do aparelhismo doente acabam de perder tudo na política nacional, talvez se abram novos tempos em que todos compreendam que o sectarismo é
mau conselheiro, que a fractura geracional e a ruptura social são má política, que a arrogância é como a mentira – tem perna curta.

O melhor de tudo, porém, é a certeza que temos de que, mesmo que aqueles que erraram não queiram compreender a dimensão e a gravidade dos seus erros, possuímos instrumentos de resposta e ferramentas de sucesso que nos permitem avançar e triunfar. É isso que nos confirma a experiência deste Movimento Sintrenses com Marco Almeida. Não foi apenas uma experiência fugaz em 2013, mas é uma novidade de serviço público com frescura em contínuo, graças ao dinamismo e à dedicação de Marco Almeida e daqueles que mais de perto o acompanham.

O futuro está aberto.

Sintra, 29 de Novembro de 2015
José Ribeiro e Castro

TOPO