Sensibilidade gota a gota - O significado do querer é poder!

3,7 milhões de euros a devolver aos munícipes em 2016 pela Câmara Municipal de Sintra, é o montante  anunciado em comunicado pelo Presidente e hoje divulgado na comunicação social.

Aos 2,7 milhões de euros que a redução da taxa do IMI representa – de 0,39% para 0,37% -, somam-se agora 1,067 milhões de euros que a autarquia assumirá por conta do aumento de 7,69% na tarifa da água fornecida pela EPAL, para não o fazer reflectir nos consumidores.

Uma medida que se saúda, naturalmente!

Mas que nos dá razão, já que o Movimento “Sintrenses com Marco Almeida” defende desde 2014 o abaixamento da tarifa da água e apresentou em Setembro de 2015, uma Moção tendente à redução dos impostos municipais, provando os ganhos efectivos que geraria a aplicação cumulativa do IMI Familiar e a redução em 1% na taxa variável do IRS. (Conheça-a aqui)

 

Pelo rigor e seriedade que imprime ao modo de fazer política, fê-lo não de forma demagógica mas fundamentada, tendo em conta o excedente financeiro que a autarquia acumula, pugnando, assim, que uma parte dele – 9.685.000,00€ - ou seja cerca de 1/5 se visse devolvido aos munícipes, pelos reflexos que tal medida teria no rendimento disponível, aliviando-o da sangria a que tem sido sujeito nos últimos anos por conta da política de austeridade que se viu.

Ao revelar disponibilidade para prescindir agora de 3,7 milhões, naquilo que representa pouco menos de 40% do montante em que a nossa proposta implicaria, a Câmara dá por provado que se hoje tem condições para o fazer andou 2 anos a não o concretizar porque assumidamente não o quis.

Poderia ter reduzido a tarifa da água sem precisar de esperar agora pelo aumento anunciado pela EPAL. Evita que os consumidores paguem mais em 2016 mas poderia, afinal, ter permitido que em 2014 e em 2015 pagassem menos.

Percebemos que à medida que o tempo avança e que mais nos aproximamos de 2017, ano de eleições autárquicas, a propalada sensibilidade do actual Executivo se agigante, com fins claramente eleitoralistas.

Mas quando se pretende fazer à pressa o que poderia ter sido feito com tempo, fruto duma estratégia concertada em nome dos Sintrenses e da sua qualidade de vida, o risco é que se deixem descobrir os pés de barro…

Aos 8 de Janeiro de 2016

Movimento Independente Autárquico
“Sintrenses com Marco Almeida”

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