Cafetarias desaparecem das instalações desportivas municipais

Constou do Ponto 13 da Ordem do Dia da Reunião Camarária de 10 de Maio a Proposta 381-P/2016, traduzida em “Aprovar o arrendamento de espaços em oito imóveis municipais, destinados à instalação de máquinas de venda automática de bebidas e produtos alimentares, através do respetivo procedimento de hasta pública (…)”.

Considerando que o texto da mesma assentava sobre pressupostos que não estavam corretos, acabariam os mesmos por suscitar uma intervenção e tomada de posição dos Vereadores do Movimento “Sintrenses com Marco Almeida”, votando CONTRA.

Efectivamente, começava por alegar-se que as instalações desportivas municipais e outros equipamentos de lazer que surgiam discriminados (8 no total), eram diariamente frequentados por centenas de desportistas e visitantes e que não dispunham os mesmos de espaços de cafetaria, não sobrando aos seus utilizadores qualquer alternativa para aquisição de produtos alimentares e bebidas.

Considerava-se, assim, ser do interesse municipal, o arrendamento de espaços naqueles imóveis para instalação de máquinas de venda automática daqueles produtos.

Ora, a conclusão que se retirava por quem conhecia os espaços em causa era a de alguma ligeireza naquelas afirmações. Não apenas e só no que se referia ao número empolado de utilizadores pelo menos em 2 das situações, já que a sua média ficaria aquém da ordem de grandeza referida, como não correspondia à verdade que os imóveis em causa não dispunham de espaços de cafetaria.

Nos casos dos Complexos Desportivos de Fitares e de Ouressa, os espaços de cafetaria existem e funcionaram até há pouco tempo – meados de 2014 -, concessionados através de contrato, com uma renda mensal de 450,00€ e naturalmente licenciados pelas diferentes entidades.

Não se entende a opção por uma alternativa que não apenas é lesiva do ponto de vista financeiro, como não é comparável em matéria de oferta de serviço e diversificação de produtos, claramente mais saudável e potenciando inclusive momentos de convivialidade.

Que a opção recaísse, no caso de espaços que não dispunham de condições, na instalação de máquinas de vending para as suprir, louvar-se-ia, mas tornar essa solução extensiva mesmo áqueles para os quais não se justificaria, não se compreende.

Faz-se tábua rasa de investimentos que tinham sido realizados para dotar os espaços das condições exigíveis, perde-se rendimento e não se contribui para o dinamismo da economia local, na medida em que, mesmo representando poucos postos de trabalho, eram alguns e esse factor assume a maior relevância nos tempos que correm.

 

Veja aqui imagens das instalações das antigas cafetarias, agora abandonadas:

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